quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Groenlândia - Qassiarsuk

Alguns dias na Islândia e já sinto saudade desde o primeiro dia que deixei a ilha.

Mas enfim, estou numa tal de "Terra Verde" e que de fato, pelo menos na área que fiquei, era sim... verdinha da silva.

Um pouco da língua dos nativos (só pra saber a nhaka que é...):
Ajoqutip suussusianik aalajangiineq = diagnóstico.
Allakkanut nakkartitsisarfik = caixa de correio.
Aalajangeqqitassanngortitsineq = amável.
Aalisagaqartitsiuaannarnissaq = preservacao de peixe.
Eqqaasitsissuteqarnerup ullua = lembrete
Eqqarsaatigilluagaanngitsoq = irracional
Eqqarsartaatsikkut peqqissuutitsiniarluni napparsimanaveersaartitsineq = saude mental.
Erinarsornermi uteqattaartagaq = refrão
Erniat naatsorneqarneqarnerinut ulluliineq = valor
Erniinnannguaqerngiinnannguaq = "já já" ou "logo aí".

A língua não teve muitas alterações, já que o Dinamarquês também é língua oficial e todos aprendem nas escolas, então algumas coisas não tem nome específico... açúcar é algo como "aquilo que se parece areia" ou baía, "aquilo que se parece lago", por isso esses palavrões que até eu não consigo falar!!

Enfim... Pousei num aeroporto menor que o meu quarteirão, num assentamento/cidade que se chama Narsarsuaq. O dia estava nubladão, chuva leve e estava friozinho (esperava mais frio...), conheci o local que fiquei hospedado, saindo do aeroporto 2km a esquerda...

O pessoal do Blue Ice, uma pousada que presta serviços de guia e passeios pela região, me levou até o hostel de carro. Porém todos os 4 dias que lá fiquei tive que fazer tudo a pé. Quando alguém do Blue Ice me via, ofereciam carona.

Sim, o café da manhã era no restaurante do hotel, que ficava no outro lado da micro-cidade... uns 4,5Km a pé. Era uma boa caminhada diária, era legal e me senti num acampamento de férias.

O povo é muito legal, são pessoas extremamente carinhosas, bondosas, pacientes, atenciosas e amigas. Bastava um olá e vinha um sorrisão incrível, são todos meio gordinhos e fofos, com pele levemente escura e olhos puxadinhos. Uma aparência oriental mas com pele mais escura, são os Inuits, habitantes nativos da Groenlândia. Nunca mais vou esquecer esse pessoal...

Depois de ver praias com pequenos icebergs, ter feito uma caminhada pela Blomsterdal (vale das flores) até a Geleira de Narsarsuaq, uns 16Km com subida de monte (300m ida e 300m volta) - e ter quase cuspido o coração fora e invertido o pulmão de estafa - e outras coisas como conhecer o mercadinho, ver o pula-pula (diversão MASTER BLASTER MEGA UPPPERRR!!! da criançada), entre outras coisinhas como uma Aurora Boreal com 2 (duuuuas) estrelas cadentes na mesma noite, pois é foi em Narsarsuaq que o céu TREMEU, mas foi na vila de Qassiarsuk que o CHÃO tremeu.

Esta vila nada mais é do que o primeiro assentamento dos Vikkings na Groenlândia. Erik o Vermelho, pai de Leif Erikson, foi o primeiro a chegar nessas terras e lá se instalou. As homenagens são dedicadas aos dois, porém a maior estátua é do Leif Erikson, afinal foi ele que se converteu ao cristianismo (e não o seu pai, que foi o verdadeiro cabra maaacho)... mas não desmerecendo nenhum dos dois, são pai e filho enfim...

Aquela terra expira vibrações fortíssimas de energia, a Groenlândia é a terra mais antiga do mundo, suas rochas conservam bilhões de anos e guarda uma incontável gama de experiências.

Conheci em Qassiarsuk a pequena igrejinha, uma ruína vikking e a casa do Erik o Vermelho, como é uma casa feita de terra batida e o telhado de turfa, posso dizer que é a mesma, não mudou nada, foi apenas conservada. Também vi gravações rúnicas muito especiais.

E é óbvio, como essa Fabi não me deixa dormir, fica cantando a música do elefantinho toda hora, ela apareceu bem no pé da maior estátua do Leif Eriksson, cara bonitão... e lá fiz a marcação da mais fofa de todas as loiras/ruivas do mundo!

Olha só no que deu!!!

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